“We are what we eat!”: A reflection on the politics of ecofeminist care as embodied in the practice of agroecology
[Liinc em Revista; Vol. 18 No. 1 (2022): Challenges of Social Sciences in the Anthropocene; e5884]
“Somos o que comemos!”: Uma reflexão da política de cuidado ecofeminista plasmada na prática da agroecologia

“We are what we eat!”: A reflection on the politics of ecofeminist care as embodied in the practice of agroecology

Resumo: Objetivo compartilhar uma reflexão sobre a política de cuidado ecofeminista presente na produção alimentar agroecológica. Esta análise é desenvolvida a partir de uma hermenêutica ecofeminista. Parto da revisão de literatura, interdisciplinar e pluriepistemológica, que enfrenta os valores andro-antropocêntricos que constituem a base do capitalismo-financeiro global. Este sistema econômico, que perpetua lógicas de poder, sociopolítico e econômico, originadas no sistema patriarcal e na ideologia colonial, está a levar-nos à destruição irreversível na escala planetária. Conhecimentos e práticas ecofeministas abrem possibilidades para a sociedade humana reconectar sua natureza terrestre e, consequentemente, romper com a economia de morte presente no mundo em nossos dias. Escolho direcionar minha leitura para uma política de cuidado relacional com a comida. Isto porque verifico as interconexões existentes e as transformações possíveis que o alimento proporciona à realização de uma economia da vida, contrariando a fatalidade que ameaça a comunidade Terra.

Palavras-chave: Política de Cuidado. Ecofeminismo. Agroecologia.



Abstract: I aim to share a reflection on the ecofeminist politics of care present in agroecological food production. This analysis is developed from an ecofeminist hermeneutics. I start from an interdisciplinary and pluri-epistemological literature review which challenges the andro-anthropocentric values that constitute the basis of global financial-capitalism. This economic system, which perpetuates logics of socio-political and economic power stemming from the patriarchal system and colonial ideology, is leading to irreversible destruction on a planetary scale. Ecofeminist knowledges and practices open possibilities for human society to reconnect with its earthly nature and consequently break with the economy of death present in the world today. I choose to direct my reading towards a politics of relational care with food insomuch as I perceive the existing interconnections and the possible transformations that food provides for the realization of an economy of life, countering the fatality that threatens the Earth community.

Keywords: Food. Care of Politics. Ecofeminisms. Agroecology.



Como citar
VALLE, L. P. “somos o que comemos!”: uma reflexã£o da polã­tica de cuidado ecofeminista plasmada na prã¡tica da agroecologia. Liinc em revista, v. 18, 2022. DOI: 10.18617/liinc.v18i1.5884 Acesso em: 03 out. 2022.

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Descriptor“Somos o que comemos!”: Uma reflexão da política de cuidado ecofeminista plasmada na prática da agroecologia
VALLE, Luísa de Pinho
Liinc em revista, v. 18, 2022. () (pt-BR) 3
Identificadorhttp://revista.ibict.br/liinc/article/view/5884 (pt-BR) 3
IdentificadorDOI: 10.18617/liinc.v18i1.5884 (pt-BR) 3
Title“Somos o que comemos!”: Uma reflexão da política de cuidado ecofeminista plasmada na prática da agroecologia (pt-BR) 3
Title“We are what we eat!”: A reflection on the politics of ecofeminist care as embodied in the practice of agroecology (en) 3
AuthorVALLE, Luísa de Pinho (pt-BR) 1
Access Linkhttp://revista.ibict.br/liinc/article/view/5884/5580 (pt-BR) 3
IssueLiinc em revista, v. 18, 2022. (pt-BR) 2
Nome da PulicaçãoLiinc em revista (pt-BR) 1
Sessão () 3
Disponibilizado2022-04-04 (pt-BR) 1
hasAbstractObjetivo compartilhar uma reflexão sobre a política de cuidado ecofeminista presente na produção alimentar agroecológica. Esta análise é desenvolvida a partir de uma hermenêutica ecofeminista. Parto da revisão de literatura, interdisciplinar e pluriepistemológica, que enfrenta os valores andro-antropocêntricos que constituem a base do capitalismo-financeiro global. Este sistema econômico, que perpetua lógicas de poder, sociopolítico e econômico, originadas no sistema patriarcal e na ideologia colonial, está a levar-nos à destruição irreversível na escala planetária. Conhecimentos e práticas ecofeministas abrem possibilidades para a sociedade humana reconectar sua natureza terrestre e, consequentemente, romper com a economia de morte presente no mundo em nossos dias. Escolho direcionar minha leitura para uma política de cuidado relacional com a comida. Isto porque verifico as interconexões existentes e as transformações possíveis que o alimento proporciona à realização de uma economia da vida, contrariando a fatalidade que ameaça a comunidade Terra. (pt-BR) 3
hasAbstractI aim to share a reflection on the ecofeminist politics of care present in agroecological food production. This analysis is developed from an ecofeminist hermeneutics. I start from an interdisciplinary and pluri-epistemological literature review which challenges the andro-anthropocentric values that constitute the basis of global financial-capitalism. This economic system, which perpetuates logics of socio-political and economic power stemming from the patriarchal system and colonial ideology, is leading to irreversible destruction on a planetary scale. Ecofeminist knowledges and practices open possibilities for human society to reconnect with its earthly nature and consequently break with the economy of death present in the world today. I choose to direct my reading towards a politics of relational care with food insomuch as I perceive the existing interconnections and the possible transformations that food provides for the realization of an economy of life, countering the fatality that threatens the Earth community. (en) 3
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VALLE, Luísa de Pinho
Liinc em revista, v. 18, 2022. () () 3
SourceLiinc em Revista; Vol. 18 No. 1 (2022): Challenges of Social Sciences in the Anthropocene; e5884 (pt-BR) 3
SourceLiinc em Revista; v. 18 n. 1 (2022): Desafios das Ciências Sociais no Antropoceno; e5884 (pt-BR) 3
SourceLiinc em Revista; Vol. 18 Núm. 1 (2022): Desafíos de las ciencias sociales en el Antropoceno; e5884 (es-ES) 3
Source1808-3536 () 3
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