LE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília: Briquet de Lemos, 1996
[Perspectivas em Ciência da Informação; v. 1, n. 2 (1996)]
Resenha
LE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília: Briquet de Lemos, 1996

Resumo: Trata-se de tradução do francês da primeira edição da obra “La science de I´information”, publicada na coleção “Que sais-je” (n. 2873),1994. Engenheiro, doutor em ciências pela Universidade de Paris, Le Coadic foi pesquisador no C.E.A. (Commissariat à l’Énergie Atomique) em Grenoble; trabalhou posteriormente em políticas de pesquisa e em informação científica e tecnológica, não só na França mas também no Canadá e nos Estados Unidos. É atualmente professor de informação científica e tecnológica no “Conservatoire Nationale des Arts et Méteris” (CNAM) em Paris. A coleção enciclopédia “Que sais-je”, com títulos em todos os campos do conhecimento, tem o propósito de oferecer informação e atualização, accessíveis também a leigos, em assuntos de interesse da atualidade, no caso presente a ciência da informação. O livro está dividido em 7 capítulos e 3 anexos. Começando pela definição de informação, traça no capítulo 1 os paralelos entre informação e conhecimento de um lado, e informação e comunicação, de outro. No capítulo 2 o autor examina as disciplinas precursoras - biblioteconomia, museoconomia, documentação e menciona também o jornalismo. Passa no capítulo seguinte, à análise da informação como ciência fazendo uma comparação com as demais ciências, detendo-se em seus aspectos particulares: a indústria da informação, a informação como ciência social e interdisciplinar e a sua institucionalização. O capítulo 4 trata do objeto da ciência da informação - o estudo das propriedades gerais da informação; estuda os processos, produtos e sistemas de construção, comunicação e uso da informação. Na etapa seguinte (capítulo 5), o autor desenvolve uma epistemologia e história da ciência da informação. No que se refere à epistemologia são examinados os conceitos científicos e técnicos, métodos de análise dos documentos e da informação, as leis, modelos e teorias. As histórias da informação abrangem a história da teoria da informação, a da documentação e a da ciência da informação. O capítulo 6 é dedicado inicialmente às técnicas da informação, traçando sua história antes e depois de 1948, ano de criação do transistor e desenvolvimento dos primeiros suportes imateriais da informação; em seguida, faz breve estudo das técnicas tradicionais da informação, passando depois às eletrônicas. O capítulo final resume as atividades informacionais e analisa as categorias de profissionais da informação que o autor divide em especialistas, cientistas e empresários da informação. No anexo 1, Le Coadic faz uma “cartografia” das principais revistas científicas e técnicas em ciência da informação dividindo-as em: 4 continentes: continente núcleo, do papel, eletrônico e periférico (há um equívoco na tradução, que menciona 5 continentes à página 24) 3 ilhas: francófona, lusófona e uma ilhota cultural. A ilha lusófona foi acréscimo feito para a edição brasileira e nela está incluída a Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG. O anexo 2 lista os principais bancos de dados de ciência da informação. Aos mencionados na edição francesa o autor adicionou o banco SEMEAR (IBICT). Inexistente na edição francesa, o anexo 3 enumera os principais serviços em ciência da informação na INTERNET. Ao final do livro a bibliografia relaciona apenas 4 itens porém, um grande número de obras são citadas ao correr do texto, em rodapé. Embora panorâmica, a visão do autor não deixa de se aprofundar nos pontos importantes, como por exemplo no capítulo 4, em explicações de fórmulas e representações matemáticas; as ilustrações (tabelas, gráficos, quadros) são numerosas. A tradução é boa e bastante fiel ao texto original e o preço bastante convidativo (R$ 13,00). Se, de um lado, trata-se de obra agradavelmente accessível aos não especialistas, por outro, é também de grande interesse para os profissionais de informação a quem é proposta uma reflexão sobre o objeto e o conteúdo interdisciplinar da ciência da informação; sobre o crescimento vertiginoso e diversificado a que tem sido conduzida pelos avanços tecnológicos; sobre a indústria, o mercado e o comércio da informação; e, além de tudo, uma reflexão sobre o uso da informação e o papel dos profissionais da área.

Palavras-chave:



Como citar
FLEISHER, R. M. M. C. Le coadic, yves françois. a ciência da informação. tradução de maria yêda f. s. de filgueiras gomes. brasília: briquet de lemos, 1996. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 1, n. 2, 1996. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/32939. Acesso em: 04 dez. 2021.

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NLP
proprietyvalue
DescriptorLE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília: Briquet de Lemos, 1996
FLEISHER, Regina Maria Mariné da Cunha
Perspectivas em Ciência da Informação, n. 2, v. 1, 1996. (Resenha) (pt-BR) 3
Identificadorhttp://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/64 (pt-BR) 3
TitleLE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília: Briquet de Lemos, 1996 (pt-BR) 3
AuthorFLEISHER, Regina Maria Mariné da Cunha (pt-BR) 1
IssuePerspectivas em Ciência da Informação, n. 2, v. 1, 1996. (pt-BR) 2
Nome da PulicaçãoPerspectivas em Ciência da Informação (pt-BR) 1
SessãoResenha (pt-BR) 1
Disponibilizado2007-11-20 (pt-BR) 1
hasAbstractTrata-se de tradução do francês da primeira edição da obra “La science de I´information”, publicada na coleção “Que sais-je” (n. 2873),1994. Engenheiro, doutor em ciências pela Universidade de Paris, Le Coadic foi pesquisador no C.E.A. (Commissariat à l’Énergie Atomique) em Grenoble; trabalhou posteriormente em políticas de pesquisa e em informação científica e tecnológica, não só na França mas também no Canadá e nos Estados Unidos. É atualmente professor de informação científica e tecnológica no “Conservatoire Nationale des Arts et Méteris” (CNAM) em Paris. A coleção enciclopédia “Que sais-je”, com títulos em todos os campos do conhecimento, tem o propósito de oferecer informação e atualização, accessíveis também a leigos, em assuntos de interesse da atualidade, no caso presente a ciência da informação. O livro está dividido em 7 capítulos e 3 anexos. Começando pela definição de informação, traça no capítulo 1 os paralelos entre informação e conhecimento de um lado, e informação e comunicação, de outro. No capítulo 2 o autor examina as disciplinas precursoras - biblioteconomia, museoconomia, documentação e menciona também o jornalismo. Passa no capítulo seguinte, à análise da informação como ciência fazendo uma comparação com as demais ciências, detendo-se em seus aspectos particulares: a indústria da informação, a informação como ciência social e interdisciplinar e a sua institucionalização. O capítulo 4 trata do objeto da ciência da informação - o estudo das propriedades gerais da informação; estuda os processos, produtos e sistemas de construção, comunicação e uso da informação. Na etapa seguinte (capítulo 5), o autor desenvolve uma epistemologia e história da ciência da informação. No que se refere à epistemologia são examinados os conceitos científicos e técnicos, métodos de análise dos documentos e da informação, as leis, modelos e teorias. As histórias da informação abrangem a história da teoria da informação, a da documentação e a da ciência da informação. O capítulo 6 é dedicado inicialmente às técnicas da informação, traçando sua história antes e depois de 1948, ano de criação do transistor e desenvolvimento dos primeiros suportes imateriais da informação; em seguida, faz breve estudo das técnicas tradicionais da informação, passando depois às eletrônicas. O capítulo final resume as atividades informacionais e analisa as categorias de profissionais da informação que o autor divide em especialistas, cientistas e empresários da informação. No anexo 1, Le Coadic faz uma “cartografia” das principais revistas científicas e técnicas em ciência da informação dividindo-as em: 4 continentes: continente núcleo, do papel, eletrônico e periférico (há um equívoco na tradução, que menciona 5 continentes à página 24) 3 ilhas: francófona, lusófona e uma ilhota cultural. A ilha lusófona foi acréscimo feito para a edição brasileira e nela está incluída a Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG. O anexo 2 lista os principais bancos de dados de ciência da informação. Aos mencionados na edição francesa o autor adicionou o banco SEMEAR (IBICT). Inexistente na edição francesa, o anexo 3 enumera os principais serviços em ciência da informação na INTERNET. Ao final do livro a bibliografia relaciona apenas 4 itens porém, um grande número de obras são citadas ao correr do texto, em rodapé. Embora panorâmica, a visão do autor não deixa de se aprofundar nos pontos importantes, como por exemplo no capítulo 4, em explicações de fórmulas e representações matemáticas; as ilustrações (tabelas, gráficos, quadros) são numerosas. A tradução é boa e bastante fiel ao texto original e o preço bastante convidativo (R$ 13,00). Se, de um lado, trata-se de obra agradavelmente accessível aos não especialistas, por outro, é também de grande interesse para os profissionais de informação a quem é proposta uma reflexão sobre o objeto e o conteúdo interdisciplinar da ciência da informação; sobre o crescimento vertiginoso e diversificado a que tem sido conduzida pelos avanços tecnológicos; sobre a indústria, o mercado e o comércio da informação; e, além de tudo, uma reflexão sobre o uso da informação e o papel dos profissionais da área. (pt-BR) 3
hasIdLE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. tradução de Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília: Briquet de Lemos, 1996
FLEISHER, Regina Maria Mariné da Cunha
Perspectivas em Ciência da Informação, n. 2, v. 1, 1996. (Resenha) () 3
SourcePerspectivas em Ciência da Informação; v. 1, n. 2 (1996) (pt-BR) 3
Source19815344 () 3